domingo, 25 de julho de 2010

Através dessa manhã

Sabe que, quando as coisas ainda podiam ir pro lugar, eu pensei em tentar? Tentar de forma calma, sensata, de maneira a não repetir os atos do meu antecessor. O que antecipa é vão. Sombra da imensidão. O pavor que assola a dor do tédio, a dor dos pensamentos tortuosos me renova o querer em outro incenso. Pálida, pouca luz. Foi assim a compenetração da manhã de hoje. Podia jurar que minha embriaguez muscular acreditava nos tantos e mirabolantes fatos realizados em meus sonhos. "A se tu soubesses como sou tão carinhoso e o tanto, tanto que te quero". Trecho maldito. Não consigo pôr pro lado, desapegar dele. Quando será que vou crer na insalubre vida na qual fui alocado? Rasgo cartas, fotos, destruo tudo... Retiro de mim as tais pedras que impediam meu caminhar. Quantas mais vão aparecer para me provar que o amor é algo inventado, criado das doces ilusões nascidas dos momentos de fraqueza? As histórias sempre se repetem. "A pessoa certa na hora errada", é como me senti hoje pela manhã. Não posso julgar, nem arriscar o futuro. Meu querer é utópico e utopias devem ser esquecidas. "Eu quero um amor tranquilo", quem não? Essa necessidade de se sedimentar em certo alguém quando esse desperta um sentimento, não pode ser combatida, pois dizem que: "É melhor não resistir e se entregar". A verdade das manhãs é somente uma: sempre seremos pessoas novas a cada uma delas. Somos capazes de decidir pelo sim e pelo não, mas me impressiona a capacidade das pessoas de nunca dizerem não. Negar é, talvez, a forma ideal pra se enxergar.

2 comentários:

Lorraine Medeiros disse...

eu já disse que você é nojento, né? rs.
bom, muito bom!

Regina Phalange disse...

Como sempre arrasando nas palavras, parabéns e continue assim !
Beijos

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