Na verdade, eu nunca havia tocado em um pé 34. Vi marcas do tempo. De uma delicadeza sutil e fina. Encontrei-o ao vê-lo exposto ao sol de um inverno ameno. O movimento dentre vários anéis de fumaça foi instável. Uma tensa levada inconseqüente, provocando uma dor vertente, num plano de fala florescente de entendimento e paladar. Foi quando, quimicamente, estanquei o sumo carnal, posto em uma velocidade derradeira sem fim. Um talho de proporção desnecessária, feito de necessário por um acaso do tempo, onde conceitos se mudam, palavras somem ou se fazem faltar, momentaneamente e, são transformados em pensamentos turvos e célebres dentro de um contexto mútuo. Ainda sim, tudo se iniciou do toque ao pé 34. Mesmo de conceito pequeno se agiganta, proporcionalmente, diante de quem o possui. A clareza e a necessidade de marcar fazem do 34 um número significativo em minha vida. A situação era clara para quem passava e via a cena. Num momento cujas informações não se encaixavam, alguém buscou entender e ainda sim, como porta para toda uma resolução de causa nobre, mostrar diagonalmente o quanto era importante à imposição dessa relação. A instabilidade com a qual esse pé 34 veio pisando em meu mundo, confesso, foi percebida desde o primeiro passo. Hoje, sei que cada palavra por mais arrogante que tenha sido pronunciada, foi de muito valor para que nos dias de hoje teus pés de volúpios traços cruzassem, com classe, um espaço de rota em km impercebidos. Pode até ser curativo para o seu maldito talho, o veneno da presença ou o embaraçoso de um pranto simples, onde verdade combinada com espelhos te faça melhor. Possuo o antídoto, mas me reservo a fórmula. Fórmula cuja intenção se mascara e, nem a sutileza de um pé 34 pode desmascarar.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Adjetivando um pé 34
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2 comentários:
Sou apaixonada por esse!
o MELHOR TEXTO DE TODOS! (:
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