
Ela criava vínculo entre o mar e seus olhos. A água agora era parte de um só. Um só partido de sofrimento que vem e vai. Ela tinha medo, ela era só. Uma forma única de viver e de ser: ela. Foi abandonada, enganada, humilhada. Uma alma procurando campos livres, independência. Até para levantar, a pobre coitada, tinha medo. Ela sabia que era importante seguir e prosseguir com os sonhos vivos. Não podia se entregar, não podia deixar de amar, de viver. Ela vivia na pureza, era beleza, encanto, mas aprendeu vivendo ali que nada sem seu amor poderia reluzir. Um amor não-amado compôs seu passado, seu destino então foi selado pelo caminho do cárcere sentimental. Ela queria amar, mas seu coração não. Queria mostrar ao mundo tudo o que tinha trazido para despejar como proteção, queria deixar de ser o problema e queria ser a solução. E quem disse que sempre era tomada de disposição. A menina tinha se tornado feroz, um algoz do próprio destino. Não pensava em reescrever seu destino, não podia dar as costas ao seu amor profano, insano. Ela que era mais do que pensava ser, ela que era um digno ser dentre os seres sem razão. Ela só queria amar novamente.
1 comentários:
"morena dos olhos d'água tire seus olhos do mar e vem ver que a vida ainda vale um sorriso que eu tenho para amar"Chico B.
Muito bom irmãozinho...sem comentários um belo texto sobre "Bela" palavras.
abraço
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