Há poucas horas eu recebi uma visita inesperada. A visita de um sentimento que eu confesso não saber explicar. É uma mistura de tristeza, angústia, ausência.. não sei. Nada muito convidativo ou, no mínimo, legal de se sentir numa segunda-feira chuvosa. O fato é que quando ela veio bater à minha porta, eu abri. Sentamos e dialogamos durante um bom tempo. Servi a ela, as melhores coisas que eu tinha, na esperança de que ela se satisfizesse e me deixasse em paz. Mas ela não me poupou em nada, aliás, não hesitou um só momento em fazer plantar esse nó no meu peito. Esse nó que é sinônimo de angústia, de um mal-estar que me faz faltar até o ar. Parecia mesmo não ter jeito, ela queria permanecer de toda forma. Nada lhe parecia suficiente e a minha companhia lhe deveria ser bastante agradável ou simplesmente, conveniente. Ou talvez, ela estivesse apenas fazendo questão de ficar para que eu me desse conta do porquê dela estar ali. Mas eu não sabia. Quero dizer, eu sabia, mas fazia de conta que não. Acho que fui capaz de perceber isso a tempo. Embora estivesse na iminência de entregar as cartas, fui obrigada a criar forças e condições para pedir a ela para que, gentilmente, se retirasse. Por vezes, me surpreendo lembrando de alguns trechos do nosso diálogo, dos quais eu não vou esquecer tão cedo ou quem sabe, não mais. E, inegavelmente, ainda permanecem alguns resquícios da sua estadia aqui. Mas eu espero que passe.. Eu me conheço. É, vai passar!
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